
A secretária de Educação de Peri Mirim, Zaine Ferreira, publicou nas redes sociais fotos ao lado de um auditor da Controladoria-Geral da União, a CGU, e comemorou supostos elogios ao trabalho realizado à frente da pasta. Uma comemoração que levanta questionamentos: como celebrar uma vistoria em escolas que, segundo relatos de moradores e imagens registradas em unidades de educação, ainda enfrentam problemas graves de infraestrutura e falta de manutenção? E mais: até o momento, o resultado da avaliação da CGU não foi divulgado.
Imagens mostram portas deterioradas, pintura descascada e estruturas danificadas em unidades da rede municipal. Moradores também relatam que há escolas sem reformas e onde os estudantes precisam fazer suas necessidades em locais inadequados, como cintinas e sanitários em condições precárias ou até mesmo no mato.
Em uma publicação, a secretária afirmou que ficou feliz ao saber que o serviço foi elogiado e que o município estaria investindo recursos do Fundeb em melhorias para as crianças e toda a rede escolar. A declaração, no entanto, contrasta com a realidade denunciada pela comunidade.
“Hoje foi finalizado as vistorias nas obras das escolas e me sinto muito feliz em saber que o serviço foi elogiado, que de fato estamos trabalhando e investindo recurso do Fundeb em melhorias para as nossas crianças e toda rede escolar, ouvir os órgãos fiscalizadores elogiando depois de analisar o antes e depois é muito gratificante. Isso sim, é resultado de muito trabalho, dedicação e trabalho com transparência”, disse a secretária em publicação nas redes sociais.
A presença da CGU no município aumenta a expectativa por respostas. Qual foi o objetivo da vistoria? Todas as escolas passaram pela vistoria? E, será mesmo que a infraestrutura encontrada atende às necessidades dos estudantes?
Enquanto essas respostas não chegam, alunos de Peri Mirim continuam convivendo com problemas que afetam a segurança, a higiene e a qualidade do ambiente escolar. A comunidade cobra providências da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Educação.
A CGU deve esclarecer os resultados da fiscalização, e a prefeitura precisa informar quais medidas estão sendo adotadas para resolver os problemas apontados. Afinal, educação de qualidade começa com escolas dignas e condições mínimas para os estudantes.
