Candidato a deputado federal pelo Podemos, em Codó, voltou ao centro das atenções após nova operação da Polícia Federal às vésperas da eleição

O candidato a deputado federal Guilherme Henrique Branco de Oliveira, de Codó, voltou ao centro das atenções no cenário político maranhense após ser alvo de uma nova diligência da Polícia Federal. A movimentação ocorreu na sexta-feira (2), justamente na reta final das eleições, e ganhou ainda mais repercussão pelo apoio político declarado por Guilherme ao candidato ao Governo do Maranhão Eduardo Braide. Interlocutores afirma que a declaração de apoio ocorreu após negociatas “obscuras”. Veja o vídeo: 71a3bc89-0fbb-4f48-aad3-3a6661c18e77

Segundo informações divulgadas pela imprensa, agentes da Polícia Federal estiveram no escritório de Guilherme, em Codó, onde foram apreendidos documentos e mais de R$ 20 mil em espécie. Após a diligência, a equipe seguiu para os cartórios da 7ª e da 69ª Zonas Eleitorais do município. Até o momento, porém, não foram divulgadas oficialmente informações que esclareçam a finalidade da operação ou a origem do dinheiro apreendido.

O situação se agrava pelo histórico de Guilherme com a própria Polícia Federal. Em junho de 2022, ele foi preso preventivamente durante a Operação Êxodo, investigação que apurava suspeitas de fraude contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Na ocasião, o escritório ligado ao advogado também foi alvo de busca e apreensão.

Quatro anos depois, Guilherme disputa novamente uma eleição. Ele é candidato a deputado federal pelo Podemos, número 2010, e sua candidatura consta como deferida na base eleitoral consultada. Durante a campanha de 2026, também declarou apoio à candidatura de Eduardo Braide ao Governo do Maranhão.

A aproximação entre os dois ganhou repercussão em um momento particularmente sensível da campanha. Dias antes da operação no escritório de Guilherme, a Polícia Federal havia autuado três pessoas em flagrante por suspeita de corrupção eleitoral e associação criminosa em Afonso Cunha. Na ocorrência, foram apreendidos dinheiro, material de propaganda, celulares e um caderno com anotações sobre eleitores. Segundo a informação divulgada, havia entre os materiais propaganda relacionada à campanha de Eduardo Braide.

Até o momento, entretanto, não há informação oficial estabelecendo ligação entre Guilherme Oliveira e essa ocorrência de Afonso Cunha, nem afirmando que a operação realizada em seu escritório tenha relação com seu apoio a Braide. Os fatos devem, portanto, ser tratados separadamente até que as autoridades divulguem novos elementos.

Com a eleição marcada para este domingo, a nova passagem da Polícia Federal pelo escritório de um candidato que possui histórico anterior com a corporação e que, nesta campanha, se posicionou publicamente ao lado de Eduardo Braide colocou novamente o nome de Guilherme Oliveira no debate político de Codó e da região de maneira negativa.