Pensando um pouco nos políticos brasileiros, e na prática de muitos deles, um tema me veio à cabeça: traição. E aí me lembrei de umas traições famosas, a mais falada de todas talvez seja a de Judas Iscariotes. Há controvérsias, dizem alguns, segundo os quais Jesus teria combinado com Judas que ele fizesse isso, fingisse trair por dinheiro, esperando que com a prisão e condenação do Cristo, a população se revoltaria e derrubaria o governo e o domínio romano. Como a estratégia não deu certo, Judas se suicidou.

Na convenção da Federação União Progressista, composta pelo União Brasil e PP, o deputado André Fufuca foi comparado ao personagem bíblico. Em uma única noite, o pré-candidato decepcionou membros de seu partido e da federação partidária ao procurar alguém de outra agremiação para compor sua chapa ao Senado.

Uma das mais indignadas foi a deputada Amanda Gentil, que não ficou nem um pouco satisfeita com a decisão do mandatário  do PP de excluir seu pai da primeira suplência de senador. A parlamentar, integrante do partido, confidenciou a amigos próximos que não foi sequer consultada sobre a direção do partido, e ainda menos sobre sua posição de suplência.

Com a indefinição da chapa, Fufuca largou a mão do ex-prefeito de Caxias e fechou com o PSDB, dando a vaga de primeiro suplente ao sogro do deputado Juscelino Filho, o ex-secretário Fernando Fialho.

Com isso, Fufuca provavelmente perderá o apoio de um dos grupos políticos mais influentes do Maranhão, a família Gentil. Para piorar, ele foi comparado a Judas Iscariotes em sua trajetória rumo ao Senado, o que pode resultar em um verdadeiro suicídio eleitoral.